Mostrando postagens com marcador Der Spiegel. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Der Spiegel. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de março de 2011

Brasil: preparado para fazer 55 Angras e evacuar por uns 250 anos?

foto: explosão em Fukushima, Japão

por Nelmara Arbex

O Brasil esta planejando 55 novas usinas nucleares, segundo a Petição Pública publicada ontem. O que voce acha disto? O mundo acha que estamos loucos.

Ha' dois dias, a respeitada revista “Der Spiegel”, onde vários partidários da energia nuclear trabalham como analistas e editores, anunciou ontem em sua edição especial que “Fukushima marca o fim da era nuclear”.

A primeira matéria de uma seqüência que explica como os acontecimentos no Japão fizeram o governo alemão rever rapidamente sua política de permissão de funcionamento de suas usinas nucleares, iniciando assim uma discussão que levara' ao fechamento de várias usinas em funcionamento. Ja' ontem, 15 de marco, a Alemanha anunciou que sete usinas estao sendo fechadas, aquelas que foram inauguradas antes de 1980. (Qual e’ mesmo a idade da alemazinha “Angra”? Isto mesmo, e’ ainda um pouco mais velha.)

A decisão do governo alemão foi tomada rapidamente, abalados pelo desamparo que o Japão demonstra diante das catástrofes nucleares ocorridas, num país considerado excelência em segurança. E claro que a opinião pública e a proximidade de eleições contam, mas os infinitos e profundos debates na TV demonstram a seriedade do tema num país onde 17 usinas geravam 25% da energia do país.

O efeito domino’ que esta política causara' em toda a Europa e’ ainda difícil de imaginar, mas as dúvidas em medidas de seguranças são tão grandes que são suficientes para a revista anunciar "o fim da era nuclear", tamanho o desastre que mesmo as usinas mais seguras podem causar.

E no Brasil? "Nem pensar!" Como declarou o governo ontem.

No Brasil vamos orar a todos os santos que protejam Angra. Pois, claro, estamos super preparados para evacuar a região de Angra a qualquer momento e abandonar a área por uns 250 anos... sem problemas... Venhamos e convenhamos, precisamos tanto desta energia que o risco vale a pena. Vamos manter todas funcionando a todo vapor, certo?

Mais do que isto, estamos planejando 55 novas usinas!

Difícil expressar minha opinião diante de tanta irresponsabilidade das autoridades brasileiras. Este e’ um risco de dimensões inimagináveis. Não e’ como devastar uma floresta, ou destruir rios e ecossistemas inteiros, e’ muitíssimo maior que isto.

Vou assinar a Petição Pública e tudo o mais que puder fazer contra esta irresponsabilidade sem tamanho. Saiba mais sobre campanhas no Brasil - aqui.


quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Semana agitada: Mar Sargasso, energia limpa e cara, parques oceanicos

imagem - Getty Image for The Time magazine

por Nelmara Arbex

Claro que não e’ coincidência.

No mesmo dia que encontrei na banca a maravilhosa capa da The Economist com a arara brasileira voando sobre a Amazônia (veja postagem anterior neste blog), com textos super-bem feitos sobre a situações das florestas e potenciais soluções, haviam ainda duas outras revistas internacionais formadoras de opinião com capas cheias de sustentabilidade: Na capa da Time uma chamada para a matéria “Meio-ambiente especial: Os oceanos – porque 70% do nosso planeta esta em perigo” e a famosa alemã Der Spiegel dedicou boa parte do últimomero para “ O caro sonho da energia limpa”.

Um dos focos da Time são os projetos se a vida de Sylvia Earle dedicada a vida nos oceanos. Ela tem uma proposta: criar áreas de preservação oceânicas como fizemos com as florestas. E ela tem uma grande esperança, o Mar de Sargasso e os Hope Spots.

O foco da Der Spiegel e’ a decisão do governo alemão de ter o ano de 2050 como meta para que todo o pais seja movido por energia eólica, solar, hidroelétrica e biomassa. Claro que a conclusão e’ que a conta e’ alta, mas pode ser mais barata se o modelo for muitas, pequenas e descentralizadas usinas.

Claro que não e’ coincidência. E’ que soluções para a questão ambiental e’ o tema do século.

A questão ambiental, as soluções que implementarmos – ou não- vão definir nossas vidas de uma forma que ainda nem podemos imaginar, onde vivemos, o que comemos, que doenças teremos. Não ha' nenhuma chance de não enfrentarmos isto. Melhor começarmos a encarar esta.